Havia um pequeno vendedor, de pequenas palavras, em uma pequena cidade.
Após tanto vender palavras, ele cresceu. Seu negócio produziu e rendeu. Acabou por transferir a sua vida para a cidade, pois lá poderia vender muito mais. Vendeu, vendeu e vendeu. Suas palavras hoje tomam conta do mundo.
No começo, ele tinha medo de vender algumas palavras - pois algumas pessoas não usavam-as com responsabilidade ou comprometimento. Indignos de tais.
Mas hoje, já não se importa mais tanto: eu apenas vendo. Não existe garantia de quem compre mereça-as.
"Te amo." é a que mais vende, afirma o empresário.
Descobri algo interessante com esse trabalho, mas por favor, cá somente entre nós, para não diminuir minha clientela: essas palavras e definições, só complicam o que não é de complicar. Tudo isso, só um olhar iria demonstrar.
That's just business.
Albino na Lavina
Você chegou, Albino na Lavina.
Mostrando postagens com marcador Sem parênteses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sem parênteses. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 29 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Sonhos novos, velhos livros
Aquelas fotos ganhavam vida, por muito tempo a todo tempo.
Conversavam a noite inteira, sobre tudo - do dia, da noite, do tempo, da chuva, da vida.
Vovozinhas de saia-balão, e vovozinhos com charutos a tempos já haviam sido trocados, pelas crianças daquela família.
Uma noite, sem sono, me pus sentado na cama e com a porta entreaberta, escutei um pedaço da conversa:
" - Tu sabes que não pode ser tão orgulhoso!
- Não sou orgulhoso, só tenho fé.
- Aprenderás meu amigo, não é por menos que me chamam de sábio! Tenho o conhecimento que você não tem. Minha inteligência é tanta, você não chega nem aos meus pés. Olhe só, como você fica agitado e inquieto, só sabe pulsar.
- Você não entende? Eu não escolho, o amor que escolhe."
Mas estive pensando, crianças não falam sobre isso.
Esses meus sonhos confundidos com folhas amareladas do velho livro, deixando-me sempre na dúvida.

Penso, se era meu cérebro conversando com meu coração, ou aquele poema que li no fim da tarde com um misto do maré dos sonhos.
Tanto faz, só não aguento essa monotonia da escuridão com o silêncio.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Nada à toa
O velho que caminhava com dificuldade, sentou-se no mochinho, e veio para mais uma daquelas discussões que tanto agradava, não só a ele, como a seus netos, ansiosos por suas estórias que viravam histórias.
Já começava falando:
- As pessoas sempre nos marcam por uma razão, talvez por uma estação, ou por várias. O problema, é que nossas enormes expectativas, sonhos e planos nem sempre dão certo.
Lembro-me como se fosse antes: tanta briga, injustiça, dor e choro.
Meu lento caminhar, e minha voz embargada não são à toa. Aproveitei. Aprendi.
Entendi que o melhor do relacionamento, é o que sobra.

Meses depois da separação, a morte não total, mas quase, do sentimento, conversávamos totalmente felizes sobre nossos outros próprios relacionamentos infelizes e traumatizadores que sofremos, digo, vivemos.
Mas logo notei - vai ver não foi tão infeliz assim. Agora tenho com quem contar, com quem falar, e rir literalmente de tudo.
Ambos, tínhamos companhia para esperar a outra nova companhia, para vida toda.
Na tristeza feliz, na espera do começo feliz.
Mas logo notei - vai ver não foi tão infeliz assim. Agora tenho com quem contar, com quem falar, e rir literalmente de tudo.
Ambos, tínhamos companhia para esperar a outra nova companhia, para vida toda.
Na tristeza feliz, na espera do começo feliz.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Conquistador barato
- Tá vendo aquele lá?
Ele é só mais um conquistador barato.

Mas diferente dos outros baratos, ele era mais caro.
Importava-se com suas conquistas. Agora, no seu aprendizado, por via de regra se coloca em primeiro lugar.
Mas igualmente aos outros baratos, ele foi mudado e criado. Montado e carimbado na concessionária.
Impuseram-lhe o seu design, modelo e estilo de vida. Com ideias tão contemporâneas mas tão brutas.
E isso tudo para se adequar ao padrão. Seu funcionamento pode ser previsto no manual.
Mas só de precavido, já revistei minha nuca procurando o código de barras.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Remetente
Sou entregador de flores.
Não é nada de mais, mas existe um detalhe importante: não gosto de conversar. Convivo mas não converso. Apenas enxergo o mundo. Nem um oi, nem um tchau, nem nada.
Por isso entrego flores - faço isso sem falar.
Tóc tóc.
No bilhete dizia, "por que penso toda hora em você."
Volta e meia e continuar.
Tóc tóc.
No bilhete dizia, "para meu primeiro e último amor."
Seriedade na cara, risos histéricos por dentro: "como assim? Como pôde escrever isso? Não se pode levar isto a sério."
Por isso ironizo.
Por isso tenho recaídas de silêncio quase absolutos: me emudeço ao ver e ler tais afirmações.
Por isso entrego flores - faço isso sem falar.
Só entrego: vejo começos e términos. Vejo sentimentos e acontecimentos.
E tudo no meu mundo aparte, mudo e sem sentimentos.
E não é nada de mais, mas tem mais um detalhe importante: fico só no esperar por receber uma dessas surpresas, não pelas flores, mas pelo remetente.
Aliás, ninguém está pelas flores, mas sim pela caligrafia do bilhete.
Não é nada de mais, mas existe um detalhe importante: não gosto de conversar. Convivo mas não converso. Apenas enxergo o mundo. Nem um oi, nem um tchau, nem nada.
Por isso entrego flores - faço isso sem falar.
Tóc tóc.
No bilhete dizia, "por que penso toda hora em você."
Volta e meia e continuar.
Tóc tóc.
No bilhete dizia, "para meu primeiro e último amor."
Seriedade na cara, risos histéricos por dentro: "como assim? Como pôde escrever isso? Não se pode levar isto a sério."
Por isso ironizo.
Por isso tenho recaídas de silêncio quase absolutos: me emudeço ao ver e ler tais afirmações.
Por isso entrego flores - faço isso sem falar.
Só entrego: vejo começos e términos. Vejo sentimentos e acontecimentos.
E tudo no meu mundo aparte, mudo e sem sentimentos.
E não é nada de mais, mas tem mais um detalhe importante: fico só no esperar por receber uma dessas surpresas, não pelas flores, mas pelo remetente.
Aliás, ninguém está pelas flores, mas sim pela caligrafia do bilhete.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Esses mundos
No mundo vizinho ao meu, é estranho. Tem como padrão a frieza.
Uma frieza criada em laboratório. Experimentada em humanos, sem nem ao menos passar por testes em ratos.
Ingênuas pessoas: se ao menos tivessem visto como os ratos agiriam antes de dispersar a virose.
Em placas: o fim está próximo.
Gritos ao longe: estão criando monstros.
Murmúrios de perto: criaram monstros.
Todos acreditam, e continuam. Alguns até tentam salvar, mas, sozinhos na multidão.
Já vi morrerem outros mundos recem nascidos.
Já vi outros desenvolverem. Alguns mundos particulares em que são imunes. Em que se mantem saudáveis. Ficam flutuando, como se fossem pequenos satélites naturais. Só observando de longe.
Criei meu mundo a algum tempo: fico preso nele. E por opção.
Pois eu que decido a temperatura dele - verão.
Uma frieza criada em laboratório. Experimentada em humanos, sem nem ao menos passar por testes em ratos.
Ingênuas pessoas: se ao menos tivessem visto como os ratos agiriam antes de dispersar a virose.
Em placas: o fim está próximo.
Gritos ao longe: estão criando monstros.
Murmúrios de perto: criaram monstros.
Todos acreditam, e continuam. Alguns até tentam salvar, mas, sozinhos na multidão.
Já vi morrerem outros mundos recem nascidos.
Já vi outros desenvolverem. Alguns mundos particulares em que são imunes. Em que se mantem saudáveis. Ficam flutuando, como se fossem pequenos satélites naturais. Só observando de longe.
Criei meu mundo a algum tempo: fico preso nele. E por opção.
Pois eu que decido a temperatura dele - verão.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Canto a procura
Canto dos esquecidos.
Canto dos infelizes.
Canto dos poucos.
Canto dos humanos.

Rodadores de mundo, a procurando o seu mundo, a sua vida.
A procura do raio de sol. Querendo ver o 'alguém' chegar.
Contando as horas para encontrar, seja lá o que for.
Aos que querem entender e compreender de que o mundo não é
feito sobre sua medida. Se eu pudesse entender a língua de que
falam. Se eu pudesse pensar como eles.
Continuo na busca de soluções.
Não tenho nada a temer, a estrada é longa e sinuosa. Sempre foi.
De negros dias estamos repletos.
Mas os negros dias, um dia, esclarecerão.
E com luz fica fácil de enxergar as respostas.
Canto dos infelizes.
Canto dos poucos.
Canto dos humanos.

Rodadores de mundo, a procurando o seu mundo, a sua vida.
A procura do raio de sol. Querendo ver o 'alguém' chegar.
Contando as horas para encontrar, seja lá o que for.
Aos que querem entender e compreender de que o mundo não é
feito sobre sua medida. Se eu pudesse entender a língua de que
falam. Se eu pudesse pensar como eles.
Continuo na busca de soluções.
Não tenho nada a temer, a estrada é longa e sinuosa. Sempre foi.
De negros dias estamos repletos.
Mas os negros dias, um dia, esclarecerão.
E com luz fica fácil de enxergar as respostas.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Li em um diário
Lembro-me da história que li em um diário certa vez:

Ocasionalmente ele lembra do passado, negando-o totalmente, e diz: lembro-me da história que li em um diário...
"Dia D:
9: 25 - Manhã comum. Sempre na mesma história: esperava uma resposta de alguém que não tinha resposta.
9:32 - Vi ela, e novamente ela não tinha uma resposta. Esperei nem sei o porquê. Mas esperei. Esperei de mais.
9: 39 - Meia manhã: Observando ao longe, avistei ela indo para outra sala. Avistei ele indo para a mesma sala.
9:41 - Tentei ver o que acontecia, mas amigos, conhecidos e pessoas que nem íntimo era, falavam: vamos lá fora?
9:41 - Notei que todas pessoas que sabiam da importância que ela tinha para mim, tentavam evitar que eu visse qualquer coisa.
9:43 - Não vi nada. Mas senti tudo. Não há nada a fazer. Lamentei no silêncio da gritaria aleatória que existia.
22:36 - Dormi com as lágrimas.

Dia E:
14:48: Não vi lucro nas lágrimas. Decido ser frio e indiferente."
Ocasionalmente ele lembra do passado, negando-o totalmente, e diz: lembro-me da história que li em um diário...
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Circuito
Vivendo e se decepcionando.
Vivendo e se entristecendo.
Vivendo e aprendendo.
Aprendendo a ser feliz.
Aprendendo a não esperar de mais.
Aprendendo a valorizar quem merece.

Merecendo ser mais orgulhoso.
Merecendo merecer.
Merecendo conseguir.
Conseguindo.
Consigo, ou tento de novo. Pois parado, ninguém fica.
Todo mundo arrisca, todo mundo vive.
Vive decepcionando. Decepcionando-me.
Vivendo e se entristecendo.
Vivendo e aprendendo.
Aprendendo a ser feliz.
Aprendendo a não esperar de mais.
Aprendendo a valorizar quem merece.

Merecendo ser mais orgulhoso.
Merecendo merecer.
Merecendo conseguir.
Conseguindo.
Consigo, ou tento de novo. Pois parado, ninguém fica.
Todo mundo arrisca, todo mundo vive.
Vive decepcionando. Decepcionando-me.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Artes Cênicas
Vivo do passado, vivo para o futuro, por que pelo presente não viveria.
Me coloco de pé, enquanto até ficar deitado era difícil.
De que penso, já não sei.
Pago por sentir. Preço injusto, caro de mais.
De como sou, sozinho. Um sozinho junto, o pior tipo de solidão, a solidão unida.
E é claro que sorrio, claro que gargalho, sou um ótimo ator. Sou falso.
E respondo tão bem, tão claramente e com empenho, que todo mundo jura que estou presente.

Pelo menos sinto saudade do que passou, sinal de que o futuro,
que virou o presente invivido,
que virou passado,
valeu a pena, só não soube notar na hora certa.
Me coloco de pé, enquanto até ficar deitado era difícil.
De que penso, já não sei.
Pago por sentir. Preço injusto, caro de mais.
De como sou, sozinho. Um sozinho junto, o pior tipo de solidão, a solidão unida.
E é claro que sorrio, claro que gargalho, sou um ótimo ator. Sou falso.
E respondo tão bem, tão claramente e com empenho, que todo mundo jura que estou presente.

Pelo menos sinto saudade do que passou, sinal de que o futuro,
que virou o presente invivido,
que virou passado,
valeu a pena, só não soube notar na hora certa.
domingo, 5 de junho de 2011
Pele de Vovô
Do mesmo modo que a pele, quando muito tempo em contato com a água, fica enrugada e frágil, com o sentimento é igual.
Ficamos muito tempo em contato com o sentimento, absorvemos de mais, e ficamos frágeis pelo excesso. Frágeis, nos machucamos com tamanha facilidade, cortamos, batemos e sentimos dor, que incomoda, que machuca.

Tarde de mais para secar, o corte já está feito, a dor já existe. Cuidado insuficiente.
Hora de usar um band-aid, fecha-lo, e esperar sarar. Por melhor que fique, em relação a intensidade do corte e o modo de como você tratar, ficará a marca. E cada vez que alguém ver esse marca, perguntará: O que houve aí? E toda lembrança aparecerá. Bem, o corte, se não bem cicatrizado, abrirá novamente, a dor será a mesma.

Penso na possibilidade de economizar água, e me poupar o sofrimento.
"Água já penetrou, não adianta mais secar com pressa, espere a pele de vovô virar jovem novamente."
Ficamos muito tempo em contato com o sentimento, absorvemos de mais, e ficamos frágeis pelo excesso. Frágeis, nos machucamos com tamanha facilidade, cortamos, batemos e sentimos dor, que incomoda, que machuca.

Tarde de mais para secar, o corte já está feito, a dor já existe. Cuidado insuficiente.
Hora de usar um band-aid, fecha-lo, e esperar sarar. Por melhor que fique, em relação a intensidade do corte e o modo de como você tratar, ficará a marca. E cada vez que alguém ver esse marca, perguntará: O que houve aí? E toda lembrança aparecerá. Bem, o corte, se não bem cicatrizado, abrirá novamente, a dor será a mesma.

Penso na possibilidade de economizar água, e me poupar o sofrimento.
"Água já penetrou, não adianta mais secar com pressa, espere a pele de vovô virar jovem novamente."
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Experiência
-Vamos aos nossos testes:
-Como você está se sentindo hoje?
-Estou sentindo algo... hum... pesado dentro de mim, não tenho vontade de fazer nada, entende?
-Bom, suponho que esteja falando da tristeza, não?
-É, acho que é.
-O que mais?
-E eu sinto também que não tenho ninguém perto, mesmo estando rodeado de pessoas, sabe?
-Entendo, é da solidão que você fala. Olha, temos um belo progresso aqui. Mas está bem, amanha conversamos de novo.
-Senhor, a experiência com os macacos de humanizá-los está dando exatamente como pensamos. Estão realmente se habituando a sociedade.
-Como você está se sentindo hoje?
-Estou sentindo algo... hum... pesado dentro de mim, não tenho vontade de fazer nada, entende?
-Bom, suponho que esteja falando da tristeza, não?
-É, acho que é.
-O que mais?
-E eu sinto também que não tenho ninguém perto, mesmo estando rodeado de pessoas, sabe?
-Entendo, é da solidão que você fala. Olha, temos um belo progresso aqui. Mas está bem, amanha conversamos de novo.
-Senhor, a experiência com os macacos de humanizá-los está dando exatamente como pensamos. Estão realmente se habituando a sociedade.
domingo, 22 de maio de 2011
Pretérito imperfeito
Ele aprendeu que o melhor remédio para a desilusão é o tempo, e que rirá histéricamente no futuro, do tempo passado, do teu sujeito que éras um otário no pretérito.
Hoje, com o fenecimento da suposta perfeita relação, pois o pronome pessoal da terceira pessoa do singular no modo indicativo feminino dizias que o pronome pessoal da segunda pessoa do singular do modo indicativo masculino era um ignóbil, insolente, mesquinho e omisso, e nem fazia ideia por que razão havia dilapidado seu precioso tempo com uma pacóvia pessoa do tipo.
Estando no presente, ainda sofre, mesmo sabendo que seu passado é cômico apesar de tudo, e de seu bom futuro ainda sofres. Mas entendes, que passará.

É tão mais difícil escrever desse modo, mas tão mais fácil de ler, pois não se entende emoção alguma do que ele passa.
Ironia, até na gramática, no português mais difícil a vida parece menos dolorosa.
Ta aí, vou virar um sábio escritor, quem sabe não sinta tanto.
Quem sabe eu viva mais.
Quem sabe.
Hoje, com o fenecimento da suposta perfeita relação, pois o pronome pessoal da terceira pessoa do singular no modo indicativo feminino dizias que o pronome pessoal da segunda pessoa do singular do modo indicativo masculino era um ignóbil, insolente, mesquinho e omisso, e nem fazia ideia por que razão havia dilapidado seu precioso tempo com uma pacóvia pessoa do tipo.
Estando no presente, ainda sofre, mesmo sabendo que seu passado é cômico apesar de tudo, e de seu bom futuro ainda sofres. Mas entendes, que passará.

É tão mais difícil escrever desse modo, mas tão mais fácil de ler, pois não se entende emoção alguma do que ele passa.
Ironia, até na gramática, no português mais difícil a vida parece menos dolorosa.
Ta aí, vou virar um sábio escritor, quem sabe não sinta tanto.
Quem sabe eu viva mais.
Quem sabe.
"Pretérito imperfeito: expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala, mas que durou um tempo no passado, ou ainda, um fato habitual,diário."
domingo, 24 de abril de 2011
Cada um na sua
Uns se cortam.

Outros gritam.

Outros choram.

Outros brigam.

Outros escrevem.
Deixe-me nessa válvula de escape. Ela salva muitas pessoas de gritos, choros, brigas.
Palavras tem o mesmo poder de machucar, como aliviar.
Malditas palavras, vazias ou cheias. Malditas.
Com certeza significam mais pra quem escreve, do que pra quem lê.

Outros gritam.

Outros choram.

Outros brigam.

Outros escrevem.
Deixe-me nessa válvula de escape. Ela salva muitas pessoas de gritos, choros, brigas.
Palavras tem o mesmo poder de machucar, como aliviar.
Malditas palavras, vazias ou cheias. Malditas.
Com certeza significam mais pra quem escreve, do que pra quem lê.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Outono
Qualquer estação é mudança, mas outono tem algo a mais, ou amenos. Relativo.
Conforme as folhas caem, os sentimentos afloram, e estamos falando do outono.
Conforme o frio vem, o calor humano vem junto.
Chapéus voam, pessoas que buscam, já voltam diferentes.
E se tiver alguém, que gentilmente pegue o chapéu para você, ganhou a estação.

Uma verdadeira lástima, é que existem mais estações.
Logo se perde novamente a estação, em conjunto com os chapéus voando, e pessoas gentis que correm, buscam, pegam para você.
Ironico, mas a cada estação que passa, não temos mais a estação, temos todas em uma só, porém, o mais ironico é que cada vez temos mais as outras, e menos o outono.
Logo, a cada estação, temos menos sentimento, menos calor humano, e menos pessoas buscando chapéus.
Viver com essas estações é complicado.
Conforme as folhas caem, os sentimentos afloram, e estamos falando do outono.
Conforme o frio vem, o calor humano vem junto.
Chapéus voam, pessoas que buscam, já voltam diferentes.
E se tiver alguém, que gentilmente pegue o chapéu para você, ganhou a estação.

Uma verdadeira lástima, é que existem mais estações.
Logo se perde novamente a estação, em conjunto com os chapéus voando, e pessoas gentis que correm, buscam, pegam para você.
Ironico, mas a cada estação que passa, não temos mais a estação, temos todas em uma só, porém, o mais ironico é que cada vez temos mais as outras, e menos o outono.
Logo, a cada estação, temos menos sentimento, menos calor humano, e menos pessoas buscando chapéus.
Viver com essas estações é complicado.
sexta-feira, 11 de março de 2011
O que é? O que é?
Você está em quase todos os contos, histórias, estórias, causos, discursos e falas.
As vezes é bom, mas quase sempre é ruim.
Machuca e cicatriza.
Ela pode ser medida, como também pode ser psicológica.
A psicológica é a pior, e a mais ridícula, ela pode até ser meio opcional, o que torna muito mais decepcionante.
A medida é a pior, e a mais sofrida. Não é opcional, se for opcional, provavelmente o sofrimento será maior.

E eu falo, é da distância e da saudade.
A relação do bom e passado, combina perfeitamente com saudade, escrevendo, mas vivido isso, não digo o mesmo.
"Quem inventou a distância, não sabia o que era saudade.''
As vezes é bom, mas quase sempre é ruim.
Machuca e cicatriza.
Ela pode ser medida, como também pode ser psicológica.
A psicológica é a pior, e a mais ridícula, ela pode até ser meio opcional, o que torna muito mais decepcionante.
A medida é a pior, e a mais sofrida. Não é opcional, se for opcional, provavelmente o sofrimento será maior.

E eu falo, é da distância e da saudade.
A relação do bom e passado, combina perfeitamente com saudade, escrevendo, mas vivido isso, não digo o mesmo.
"Quem inventou a distância, não sabia o que era saudade.''
quarta-feira, 9 de março de 2011
Joãozinho
Depois de passar um fim de semana maravilhoso com amigos felizes e especiais, Joãozinho estava com problemas, ele sentia falta dos amigos, das felicidades e das perfeições.
Joãozinho não conseguia se acostumar, era sempre do mesmo geito, poucos dias especiais, e outros, bem, outros eram apenas outros dias, tediosamente normais.
Joãozinho não entendia por que apenas não poderia inverter isso, ser feliz todos os dias, e não apenas em alguns fins-de-semana.

Joãozinho estava com problemas, estava infeliz com isso, e precisava mudar isso, mas não sabia o que fazer.
Não sou de ter pena, mas do Joãozinho, eu tenho pena.
Mal sabe ele que tem pessoas, em dificuldades muito maiores, mas egoísmo faz parte do processo.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Aumenta o som
Nada mais inspirador que a música!
Passo todo meu dia escutando música. Nada melhor, nada pior.
Pode salvar seu dia, ou estragar.
Pode fazer você lembrar de um bom tempo que passou com alguém, ou de algum lugar.
Pode fazer você lembrar de um mal momento que não gostaria de lembrar.
Se você não estiver bem, uma música triste, lhe fará se sentir muito mal.
Se você não estiver bem, uma música , fará você, talvez apenas por alguns instantes, mau.

Um reggaezinho para ficar naquela...
Um rockzinho para ficar naquela...
Um samba para ficar naquela...
Um soul para ficar naquela...
Um gospel para ficar naquela...
Uma eletrônica para ficar naquela...
Um rap para ficar naquela...
Um blues para ficar naquela...
Um pop para ficar naquela...
Enfim, qualquer música, qualquer ritmo, qualquer levada, qualquer puxada, qualquer gosto.
Somos livres para pensar o que quisermos, livres para escutar o que queremos.
Pensamento é pensamento e se discute.
Gosto é gosto e se discute.
"A música é o remédio da alma triste." Walter Haddon
"O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio." Georges Braque
Passo todo meu dia escutando música. Nada melhor, nada pior.
Pode salvar seu dia, ou estragar.
Pode fazer você lembrar de um bom tempo que passou com alguém, ou de algum lugar.
Pode fazer você lembrar de um mal momento que não gostaria de lembrar.
Se você não estiver bem, uma música triste, lhe fará se sentir muito mal.
Se você não estiver bem, uma música , fará você, talvez apenas por alguns instantes, mau.

Um reggaezinho para ficar naquela...
Um rockzinho para ficar naquela...
Um samba para ficar naquela...
Um soul para ficar naquela...
Um gospel para ficar naquela...
Uma eletrônica para ficar naquela...
Um rap para ficar naquela...
Um blues para ficar naquela...
Um pop para ficar naquela...
Enfim, qualquer música, qualquer ritmo, qualquer levada, qualquer puxada, qualquer gosto.
Somos livres para pensar o que quisermos, livres para escutar o que queremos.
Pensamento é pensamento e se discute.
Gosto é gosto e se discute.
"A música é o remédio da alma triste." Walter Haddon
"O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio." Georges Braque
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Declaro culpado o réu
Ele diz: Sinto sua falta. Eu queria abraçar o mundo, e meu mundo, é o seu abraço...
Enquanto ela o ignorava, dizendo adeus, já sem nenhum sinal de amor. Para um, o mundo acaba, para o outro, o mundo começa apenas, ela não precisa mais dele. Ele precisa dela.
Quando aparentemente não a culpados para o fim de um relacionamento, pra quem vai o peso da culpa? Todo esse tempo dilapidado só para chegar o fenecimento desse amor?
Não existe culpados, quem sabe a culpa pode ser do destino então, se é que precisa-se de um culpado para facilitar a conformidade.
Ah, pensando bem, eu sei de quem é a culpa! Dos dois! Que se encontraram ao acaso! Que conversaram! Que riram! Que se encontraram um no outro! Que decidiram se beijar! Que decidiram que qualquer coisa que fizessem juntos, acabaria com um ponto de exclamação!
E esse é o problema. Esse é o ponto.
Pontos não mudam apenas textos, mudam seu entendimento, seu nexo, seu começo, meio e fim.
Textos são vidas, são as experiências, são emoções, são sonhos.
Por isso a importância do ponto.
Pontos não são apenas pontos.
Esse é o problema. Esse é o ponto.
Só os fortes sabem controlar esses pontos, sabem controlar as vírgulas, sabem qual é a melhor forma de usa-lá.
Por isso que a gramática portuguêsa é a mais difícil. Quem sabe se eu aprender inglês, tudo fique mais fácil.
'Only the strong will live, live without suffering so much, without abusing points, no do not use the points.'
Ela disse adeus - Paralamas do Sucesso
Enquanto ela o ignorava, dizendo adeus, já sem nenhum sinal de amor. Para um, o mundo acaba, para o outro, o mundo começa apenas, ela não precisa mais dele. Ele precisa dela.
Quando aparentemente não a culpados para o fim de um relacionamento, pra quem vai o peso da culpa? Todo esse tempo dilapidado só para chegar o fenecimento desse amor?

Não existe culpados, quem sabe a culpa pode ser do destino então, se é que precisa-se de um culpado para facilitar a conformidade.
Ah, pensando bem, eu sei de quem é a culpa! Dos dois! Que se encontraram ao acaso! Que conversaram! Que riram! Que se encontraram um no outro! Que decidiram se beijar! Que decidiram que qualquer coisa que fizessem juntos, acabaria com um ponto de exclamação!
E esse é o problema. Esse é o ponto.
Pontos não mudam apenas textos, mudam seu entendimento, seu nexo, seu começo, meio e fim.
Textos são vidas, são as experiências, são emoções, são sonhos.
Por isso a importância do ponto.
Pontos não são apenas pontos.
Esse é o problema. Esse é o ponto.
Só os fortes sabem controlar esses pontos, sabem controlar as vírgulas, sabem qual é a melhor forma de usa-lá.
Por isso que a gramática portuguêsa é a mais difícil. Quem sabe se eu aprender inglês, tudo fique mais fácil.
'Only the strong will live, live without suffering so much, without abusing points, no do not use the points.'
Ela disse adeus - Paralamas do Sucesso
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ai que começa o pesadelo
A pior coisa de um amor não correspondido é tu ver aquela pessoa, pela qual sofre, e 'ama' sem parâmetros, ver que ela vive totalmente feliz sem a sua presença. Sem nem ao menos ligar para você, não querer saber se você esta bem ou não, simplesmente a pessoa te ignorar completamente.
E ai, esse amor não correspondido, ou você esquece, ou ele recebe o nome de Amor Platônico.
Que é digno de iniciais maiúsculas, de tanto sofrimento que lhe trará.
E ai, esse amor não correspondido, ou você esquece, ou ele recebe o nome de Amor Platônico.
Que é digno de iniciais maiúsculas, de tanto sofrimento que lhe trará.
Assinar:
Postagens (Atom)

